Circuito das Águas Paulista - Amparo - História

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"Capital Histórica do Circuito das Águas"

Em pleno século XXI, Amparo consolida uma posição diferenciada, enquanto município paulista reconhecido por sua natureza exuberante, de clima ameno, águas medicinais e sobretudo por sua consciência em torno da preservação de seu patrimônio arquitetônico e histórico.
Amparo soube deixar o progresso chegar sem abrir mão do valor de suas memórias, gravadas nos monumentos históricos, nos velhos sobrados, casarios, igrejas, colégios e antigas fazendas, verdadeiro acervo histórico-cultural de uma Amparo que viveu o apogeu do ciclo cafeeiro brasileiro, nos séculos XIX e XX.

Pelo que a natureza lhe deu e o que sua organização social conseguiu construir e preservar, Amparo é um convite permanente ao lazer e entretenimento no Circuito das Águas. Quem preferir passar um dia no campo poderá conhecer diversas fazendas que oferecem aitvidades de turismo rural.

Nosso Patrimônio Histórico

A cidade nasceu oficialmente em 8 de abril de 1829 quando foi elevada a Capela Curada. Sua fundação real, entretanto, esconde-se no final do século XVIII. A cidade está, portanto, no rumo dos 200 anos. Fragmentos desses tempos não existem mais na zona urbana.
No entanto, das edificações e do traçado urbano do século XIX, dos tempos da implantação das lavouras cafeeiras no município, dos tempos do apogeu e decadência dessa cultura, muito pode ser constatado. Das casas de porta e janela aos palacetes, dos edifícios religiosos aos prédios dos hospitais, das ruas de paralelepípedos aos jardins, tudo respira uma atmosfera coerente e uniforme. 

Nessa paisagem constata-se o gosto pela tradição clássica que permeou todo o século XIX e início do século XX e que selou, definitivamente, o lugar comum entre o urbanismo e a arquitetura.

Origem do nome Amparo

Geraldo Dutra de Morais, em artigo publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, afirma que havia sido construída, às margens do caminho que levava a Ouro Fino e Pouso Alegre, uma pequena capela em louvor a Nossa Senhora do Amparo (1). Nela, o missionário Frei Francisco Filgueira teria celebrado, em 3 de setembro de 1818, a primeira missa no pequeno povoado que originaria Amparo.
“Constituía-se (a capela) de pequeno cômodo e um puxado à guisa de Sacristia, paredes de pau-a-pique, cobertura de sapé, piso de chão batido, tendo um rústico altar para acolher-se a imagem da padroeira, trazida de Vila Rica”(Geraldo Dutra de Morais). 
Não se sabe ao certo quem fez a doação dessa imagem. Em 1822, a capela seria interditada por ser considerada “imprópria e anacrônica para a celebração dos ofícios religiosos”.

As cheias do rio Camandocaia eram uma ameaça à capela e os representantes da Cúria de São Paulo exigiram a sua demolição. Como conta o dr. Áureo de Almeida Camargo**, em “Romagem pelo Pátio, o povoado só teria uma nova capela se ela fosse construída segundo as exigências da Provisão de 16 de julho de 1824.

Foi assim que se decidiu pela construção de outra capela, a partir dos desenhos apresentados pelo mestre José Maciel, na colina onde hoje está a praça Monsenhor João Batista Lisboa*. Ela também seria dedicada a Nossa Senhora do Amparo. A artista plástica Beatriz Dutra, pintou uma tela representando essa capela a partir da descrição de Geraldo Dutra de Morais.

Em 1829, a nova capela estaria pronta e, por provisão de 8 de abril de 1829, elevada à Capela Curada. Desde esses primeiros tempos o povoado era conhecido como Capela de Nossa Senhora do Amparo. Foi a partir da elevação à Freguesia, por lei provincial de 4 de maio de 1839, que ficou conhecida apenas como Amparo ou Freguesia do Amparo. Em 14 de março de 1857 foi elevada a Vila, separando-se de Bragança e, em 1865, foi elevada à categoria de Cidade.


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